Um famoso retrato de Resnais, com camisa vermelha e cabelo branco, foi colocado na entrada da igreja de São Vicente de Paulo da capital francesa, que estava repleta de flores brancas.
Durante a cerimônia, que aconteceu antes do sepultamento do diretor, foram exibidos trechos de filmes e tocadas músicas que agradavam Resnais, incluindo O Gordo e o Magro. Também foram exibidos vídeos de Resnais por trás das câmeras.
Os atores que mais trabalharam com ele – como Sabine Azema, esposa de Resnais, André Dussolier e Pierre Arditi - também homenagearam o diretor de filmes comoHiroshima, Meu Amor, O Ano Passado em Marienbad, Ervas Daninhas, A guerra acabou, entre outros.
– Com Sabine Azema, selecionamos momentos do cinema nos filmes que ele valorizava, (que eram) um pouco como seu jardim secreto. Quando era adolescente, exibia filmes do Gordo e Magro para os amigos – declarou o ator Bruno Podalydes.
O primeiro-ministro francés Jean-Marc Ayrault e a ministra da Cultura, Aurelie Filippetti, compareceram à cerimônia.
Vários atores carregaram o caixão para dentro da igreja, lotada de personalidades do cinema francês.
Na edição mais recente do Festival de Berlim, em fevereiro, o cineasta foi homenageado por seu último filme, Aimer, boire et chanter (Amar, beber e cantar), uma fantasia sobre o teatro e o cinema.
No festival, ele recebeu o prêmio Alfred Bauer, atribuído "a um filme que abre novas perspectivas".
Nonagenário, ele ainda filmava sobre temas como o amor, a memória e a morte.
Há dois anos ele declarou no Festival de Cannes que fazia os filmes para ele mesmo, em um esquema "faça você mesmo".
É como um laboratório de experimentos, no qual você mistura coisas sem saber o resultado que vai obter – disse.





